Em 117 anos, somente 14 mulheres receberam o prêmio Nobel de Literatura. O prêmio Camões, concedido por Brasil e Portugal, homenageou apenas seis mulheres em 28 anos.

A desigualdade de gênero no universo da literatura não se limita ao número de prêmios. Nas histórias contadas, as mulheres quase nunca ocupam o posto de protagonista e o posto de vista feminino é omitido da maior parte dos livros.

Trazemos a vocês um pouco sobre cada uma das 14 mulheres que receberam o prêmio Nobel de Literatura:

 

Selma Lagerlöf (Suécia – Nobel de 1909)

Nascida na cidade de Mårbacka em 1858, Selma é um dos nomes mais celebrados internacionalmente da literatura sueca. Ela foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira da Academia Sueca, e também uma importante figura para o feminismo. Sua obra inclui muitos romances históricos e um livro infantil muito popular intitulado A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia

 

Wisława Szymborska (Polônia – Nobel de 1923)

Nascida em 1923 na cidade de Kórnik, Wisława é conhecida como “o Mozart da Poesia”. Sua extensa obra já foi traduzida em mais de 36 línguas. Seus escritos trazem um olhar lírico sobre a guerra e foram descritos pela Academia de Estocolmo como “(…) uma poesia que, com precisão irônica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana”

 

Grazia Deledda (Itália – Nobel de 1926)

Grazia nasceu na cidade de Nuoro em 1871. Recebeu o Nobel de Literatura pela obra Canne al Vento (Caniços ao Vento), que se passa na região onde nasceu, no qual se narra os dilemas existenciais humanos e os costumes e lendas da sociedade agrária da ilha de Sardenha.

 

Sigrid Undset (Dinamarca – Nobel de 1928)

Nascida em 1882 na cidade de Kalundborg, mudou-se ainda com dois anos de idade para a Noruega. Fru Marta Aulie, seu primeiro livro publicado, chocou os leitores da época com a frase de abertura “fui infiel ao meu marido”, palavras da protagonista. Abandonou a Noruega em 1940, refugiando-se nos Estados Unidos, em oposição ao regime Nazista que ocupara o seu país.

 

Pearl S. Buck (Estados Unidos – Nobel de 1938)

Pearl S. Buck nasceu nos Estados Unidos, mas cresceu na China desde os 3 anos de idade, onde é conhecida também como Sai Zhen Zhu. Seus romances são ambientados tanto no oriente quanto no ocidente. Sua obra A Boa Terra foi o livro de ficção mais vendido nos Estados Unidos entre 1931 e 1932, quando também foi homenageado com o prêmio Pullitzer.

 

Gabriela Mistral (Chile – Nobel de 1945)

Nascida em 1889 na cidade de Vicuña. Grande defensora dos direitos das mulheres e da democracia. Seus livros abordam temas como o amor, traição, afeto materno e memórias pessoais dolorosas. Foi a primeira mulher latino-americana a ser homenageada com o Nobel de Literatura. Seu retrato ilustra a nota de 5 mil pesos chilenos.

 

Nelly Sachs (Alemanha – Nobel de 1966)

Nelly foi uma escritora judia nascida na cidade de Berlim em 1891. A ascensão do nazismo transformou-a em porta-voz do sofrimento de seus companheiros judeus, o que culminou na sua retirada para a Suécia em 1940, onde permaneceu até o fim de sua vida.

 

Nadine Gordimer (África do Sul – Nobel de 1991)

Nadine nasceu em 1923 na cidade de Joanesburgo. A maioria de suas obras tratam da degradação social sofrida pela África do Sul durante o regime do apartheid, o que a tornou uma das mais importante vozes sul-africanas contra a segregação racial.

 

Toni Morrison (Estados Unidos – Nobel de 1993)

Nascida em Lorain no ano de 1931, Toni foi a primeira mulher negra a receber um prêmio Nobel de Literatura. Seus romances, que em grande parte relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos, são conhecidos pela temática épica, diálogos vívidos e personagens ricamente detalhados.

 

Elfriede Jelinek (Áustria – Nobel de 2004)

Nascida na cidade de Mürzzuschlag em 1946, Elfriede é uma figura polêmica em seu país. Suas obras são dedicadas à crítica social, explorando temas como a opressão feminina, violência sexual e a decadente sociedade do consumo. A escritora não foi à cerimônia do prêmio Nobel em Estocolmo porque sofre de sociofobia.

 

Doris Lessing (Irã – Nobel de 2007)

Filha de pais britânicos, Doris nasceu na cidade de Kermanshah em 1919 onde viveu até os 6 anos de idade. Quando publicou seu primeiro livro em 1940, já morava em Londres. Suas obras constituem uma crítica áspera ao regime britânico de Margaret Thatcher, e abordam temas como políticas raciais, violência contra crianças e os movimentos feministas.

 

Herta Müller (Romênia – Nobel de 2009)

Nascida em Niţchidorf no ano de 1953, Herta destaca-se pelos seus relatos sobre as duríssimas condições de vida na Romênia. Suas obras, que falam sobre a opressão do regime comunista, lhe renderam ameaças e censuras durante o regime de Nicolae Ceauşescu.

 

Alice Munro (Canadá – Nobel de 2013)

 

Nascida na cidade de Wingham em 1931, Alice é considerada uma das principais escritoras da atualidade em língua inglesa. Suas histórias são frequentemente ambientadas em cidadezinhas do interior, onde a luta por uma existência socialmente aceitável resulta quase sempre em relações deterioradas e em conflitos de natureza moral.

 

Svetlana Alexievich (Ucrânia – Nobel de 2015)

Svetlana nasceu na cidade de Stanislav em 1948, mas cresceu na Bielorrúsia. Seus escritos tratam principalmente sobre a ex-União Soviética, onde nasceu. Seus livros contêm vários depoimentos de mulheres soviéticas sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Svetlana também trata em seus livros da questão política do Afeganistão.

 

 

 

Curso e Colégio Sigma há mais de 20 anos vem se consolidando como a maior referência em curso pré-vestibular de Londrina e agora também com ensino médio. É líder em aprovações nas mais diversas universidades públicas e privadas do país.

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