A radiação liberada em um acidente nuclear pode ferir gravemente e até matar humanos e outros animais nas imediações do evento. Apesar de gerar protestos e preocupações por parte de ambientalistas e cientistas renomados, a fissão nuclear é uma forma muito eficiente e relativamente sustentável de se gerar energia e é utilizada amplamente ao redor do mundo. Confira agora a lista dos piores acidentes nucleares da história:

 

Chernobyl (URSS/Ucrânia, 1986)

No dia 26 de abril de 1986, o reator número 4 da usina soviética de Chernobyl explodiu durante um teste de segurança. Foi lançado na atmosfera um volume de partículas radioativas 400 vezes maior do que o liberado pela bomba atômica de Hiroshima, no Japão.

O número de pessoas afetadas é difícil de ser calculado, pois a área alcançada pela radiação é grande e os problemas causados são diversos. Em 2005, a ONU divulgou um relatório de que mais de 4 mil pessoas mortas “provavelmente por câncer” na Ucrânia e Rússia, números que divergem enormemente de outras estatísticas que consideram outros aspectos da radiação. Há estimativas de que os mortos sejam entre 25 mil a 160 mil, sendo considerado o maior dos acidentes nucleares até hoje.

 

Kyshtym (URSS/Russia, 1957)

Com o término da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética se empenhava em equiparar seu desenvolvimento nuclear com os Estados Unidos. A pressa na execução do projeto deu brecha para uma falha que custou caro para a população. Um tanque com 80 toneladas de material radioativo explodiu por conta de uma falha no sistema de refrigeração, resultando num dos maiores acidentes nucleares da história.

A nuvem de gás liberada contaminou toda a região em um raio de 800km. Como a cidade onde aconteceu o acidente, Ozyorsk, era secreta e não estava no mapa soviético, o ocorrido ficou conhecido por “O Desastre de Kyshtym”, em referência à cidade vizinha. Mais de 10 mil pessoas foram evacuadas das redondezas. Estima-se que pelo menos 200 pessoas morreram de câncer em decorrência do acidente.

 

Fukushima (Japão, 2011)

Suscetível a frequentes terremotos e tsunamis, o Japão é o país onde mais acidentes nucleares foram registrados. Na madrugada do dia 11 de março de 2011, o país foi atingido por um terremoto de 9 graus na escala Richter. A usina de Fukushima foi atingida pelo tsunami gerado pelo tremor, gerando explosões em 3 dos 6 reatores que lá existiam. Embora este tenha sido um dos maiores acidentes nucleares da história, nenhuma morte por radiação foi relatada. A tragédia se deve mais ao terremoto em si, que foi responsável por mais de 15 mil mortes, do que à radiação.

 

Goiânia (Brasil, 1987)

O maior acidente nuclear do Brasil teve início quando um aparelho de radioterapia, descartado irregularmente, foi encontrado por dois catadores de papel. Ao levarem o artefato a um ferro-velho e lá desmontarem-no, descobriram em seu interior uma cápsula de chumbo contendo césio-137, material extremamente radioativo. O pó branco que brilhava no escuro impressionou os moradores da região que o passaram de mão em mão, crianças na maioria. Mais de 800 pessoas foram contaminadas e pelo menos outras 200 morreram por efeitos da radiação.

 

Three Mile Island (EUA, 1979)

A usina de Three Mile Island foi cenário do maior dos acidentes nucleares nos Estados Unidos. Em 28 de março de 1979, um problema mecânico fez com que os reatores sofressem um superaquecimento, gerando gases radioativos. Não chegou a acontecer uma explosão, pois os técnicos optaram pela liberação dos gases, evitando uma tragédia ainda maior. Cerca de 25 mil pessoas entraram em contato com os gases, mas não foram registrados casos de câncer em decorrência do evento.

 

Curso e Colégio Sigma há mais de 20 anos vem se consolidando como a maior referência em curso pré-vestibular de Londrina e agora também com ensino médio. É líder em aprovações nas mais diversas universidades públicas e privadas do país.

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